A gente formou o No Violence em Abril de 1989. Éramos eu, Ruy Fernando, no vocal, Fabio Cursio, na guitarra, Luis na bateria, e Jefferson no baixo. O Fabio e o Luis vinham de uma banda de death-metal, e nosso primeiro som foi exatamente uma música que era dessa banda deles, que virou a música da banda, No Violence. Quando começamos a tocar queríamos fazer um som meio grind, hardcore inglês.

O Jefferson saiu da banda em Julho mesmo, eu acho, e por meio de amigos chegamos ao André Luis, que ficou conosco até 1998, e trouxe umas influências de hardcore americano, especialmente DRI e Cryptic Slaughter.

No começo de 1990 o Fabio e o Luis saíram da banda, e no lugar deles, respectivamente, entraram o Scud e o Eduardo. Com eles fizemos nosso 1o show, na Festa da Pipoca, que era um evento da escola onde eu estudava, a EEPSG Caetano de Campos, na Aclimação. Aí já soávamos mais The Accused com Suicidal Tendencies, mas ainda com muita coisa grind. Nesse mesmo ano fizemos mais uns 5 shows, mas no fim do ano o Scud e o Eduardo saíram também, e o Luis voltou à bateria em 1991, quando também recrutamos o Fred, q tocava guitarra numa banda de thrash-metal conhecida na época, chamada Megaforce, que havia acabado de encerrar suas atividades. Com ele acabamos por ficar muito crossover, abrindo mão da velocidade pelo peso e técnica, e indo de carona no que o DRI e Excel faziam então. Mas não gostamos muito de perder a velocidade.

No fim de 1991 o Fred sai da banda pra entrar no IML, e entra o Rogério na guitarra. Com ele fizemos a 1a gravação do No Violence, que foi uma demo com 22 sons chamada Nothing Has Changed, gravada em fevereiro de 1992 em São Vicente-SP, num estúdio que tinha ao lado do Flash Chopp, um bar onde rolavam bandas de hardcore. Nessa época estávamos de novo soando mais rápidos e muito mais hardcore de novo.

Mas dessa demo nós não gostamos, e acabamos regravando uns 13 sons dela, mais uns 5 novos, em outubro de 1992 mesmo, no estúdio Quorum, em São Paulo, tendo o João Gordo do Ratos de Porão como produtor. Aí que incluímos uma 2a guitarra, que era a do Eduardo Minduim, que havia acabado de entrar na banda, e nos transformado num quinteto.

Essa demo tinha 18 sons, se chamava Never Give It Up, e foi divulgadíssima, vinha com um fanzine de 12 páginas com as letras, traduções e comentários. E nós nunca vendemos uma cópia sequer dessas, gravávamos pra quem quisesse. Acredito que tenham sido distribuídas, entre demos que nós fazíamos e outras pessoas que as distribuíam, pelo menos umas 500 cópias. Dessa demo ainda foi tirada uma música – Just Say No! - para ser incluída no primeiro vídeo de skate da Vision Street Wear.

Depois, em 1993, gravamos logo no começo do ano 4 sons pra coletânea "Fun, Milk and Destroy", que sairia em 1994 pela Devil Discos, em LP, junto com Lethal Charge, Muzzarellas, Intense Manner Of Living e Kangaroos In Tilt. Foi produzida pelo RH Jackson e pelo João Gordo, e teve a parte artística feita pela Priscila Farias, que desenhava e resenhava shows de hardcore pra revista Animal.

Desse LP sairam umas 1000 cópias no Brasil, os sons foram gravados no próprio estúdio do RH Jackson, na Pompéia, e pela primeira vez gravamos tudo separado. Não gostamos muito do resultado final, pois como éramos cabaço nessas de gravar separado, acabou saindo o som muito mais lento do q tocávamos.

No mesmo ano de 1993 gravamos 8 músicas pra um compacto que saiu nos Estados Unidos pela Sound Pollution Records, e se chamou Social Justice. Esses sons foram gravados no Estúdio Quórum, e como estávamos mais entrosados, saiu muito melhor, mesmo tendo sido tudo separado. Nós que nos produzimos nessa gravação, e voltamos a ter o Scud como guitarrista, pois o Eduardo Minduim havia acabado de sair. Esse Ep teve uma prensagem de 1000 cópias.

Em Dezembro de 1994 gravamos 4 músicas no estúdio Be Bop, em São Paulo, que deveriam ser um split-EP com o X-Acto de Portugal, a sair simultaneamente aqui e lá, mas o selo português acabou se desinteressando, então acabou saindo só em CD, em 1996, pelo meu selo, Our Voice Records, com essas 4 musicas e mais 3 do X-Acto.

Em 1995, logo no começo do ano, o Luis saiu da banda, e em seu lugar entrou o Ricardinho, que está na bateria até hoje. Pouco depois saiu o Rogério, pra integrar a banda que ele estava montando com o Luis, que era o Paura, na qual ele está até hoje. No lugar dele entrou o Marquinhos, que era do Hatred, uma banda de hardcore-crossover do ABC paulista.

E no fim do ano adicionamos mais um vocal, que era o da Silvana, e com ela gravamos uma fita demo num estúdio em Santo André, por volta de Julho de 1996, com 5 músicas, que se chamou To Whom It May Concern, e da qual vendemos umas 300 cópias. A Silvana saiu logo no final de 1996, para cuidar da sua outra banda na qual está também até hoje, o Lava.

Continuamos como um quinteto, e no finalzinho de 1997 gravamos 2 músicas para uma coletânea que saiu na Argentina chamada Sudamerica Hardcore, da qual até hoje não recebemos cópia nenhuma.
Pouco depois, ainda em 1997, Scud saiu pra entrar em seu lugar Douglas, que tocava então também no Parenta Advisory.

E em 1998, por volta de Maio, André Luis deixa a banda para se dedicar à criação de cães, que virou sua profissão atualmente. No seu lugar entrou Juninho, que tocava antes no Self Conviction, e com ele fizemos nossa 1a turnê, junto com os portugueses do X-Acto, tocando uma dúzia de shows em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo em três semanas.

Juninho ficou na banda até aproximadamente Outubro de 1998 – reaparecendo em 1999 para alguns shows – e entre Novembro e Dezembro de 1998 e Março de 1999, sem um novo baixista fixo, gravamos no estúdio Orbital, nosso 1o CD, que se chamou Consensus, com 16 músicas, e foi lançado, com uma tiragem de 1000 cópias, pela Cospe Fogo Gravações, em 2000.

No final de 1999 entra na banda Tatiana, que então tocava apenas no Infect, para assumir o baixo, e logo depois, no começo de 2000, entra na 2a guitarra André, que havia tocado no Self Conviction. Com essa formação, no começo de 2001, gravamos três faixas para um split-EP com o Abuso Sonoro conjuntamente pela 2+2=5 e Luna Records. Esse EP teve também 1000 cópias prensadas, e nossas músicas acabaram também sendo utilizadas em uma coletânea que saiu na França chamada Take No Heroes.

Em Março de 2002 Douglas nos deixa, para se dedicar exclusivamente ao Life Is a Lie, sua banda atual, sendo substituído por Daniel Jackson, que tocava no Incesto. E em Fevereiro de 2003 é a vez de André sair para se dedicar também à sua outra banda, O Inimigo, entrando em seu lugar Fernando Podrinho, que toca também no War Inside.
E com essa formação – Ruy no vocal, Ricardinho na bateria, Tatiana no baixo, Daniel e Fernando nas guitarras – que em Julho de 2003 gravamos um CDr demo no estúdio Juicebox, em São Paulo, com 5 músicas, que se chama Queime, Hollywood, Queime.
Queremos até o fim do ano gravar um segundo CD, e partir pra divulga-lo onde der.